Domingo, 2 de Outubro de 2011

Double cheers!

Foto tirada momentos depois da primeira ecografia... Jameson duplo straight, no ice, no nothing...

Se ironia existisse nas vissicitudes naturais da vida, creio que fui o melhor alvo disso. De tanto desejar este filho, fomos surpreendidos pela univitelização da coisa e em vez de um, vamos ter dois filhos. Gémeos verdadeiros, para quem não conhece. Ou seja, em vez de um perfeitinho, vamos ter dois. Eu cá torço para que sejam meninos, mas realmente se vierem meninas, também não me importo nada.
Soa a cliché, mas importa é virem saudáveis... E lindos como os pais!

Vou-vos contar um segredo. Demorei algum tempo a convencer-me que era desta. Não porque tivesse dúvidas, mas como da primeira vez há uns meses atrás, após as primeiras semanas a MF perdeu o bebé, começava a acreditar que não estava feito para ser Pai, pelo menos agora. Mas não...

Como qualquer outro episódio caricato dos nossos, depois de termos várias vezes falado ao telefone, a MF garantiu-me que estava grávida novamente e combinámos a meio caminho, em Aljustrel, para almoçarmos e fazermos o teste de gravidez juntos. Assim foi, com o primeiro chichi do dia num daqueles copinhos médicos, enfiei o teste lá dentro, demos as mãos, fechámos os olhos. Dois tracinhos cor-de-rosa.
É um sentimento que, por mais que eu seja bom nas descrições, não se consegue qualificar. Essencialmente, porque era um desejo tão profundo, tão intimo e tão grande, que sei que nunca conseguiria transmitir metade do que senti.

Na verdade, isto tem sido um carrocel de emoções novas e boas. Sim, boas. Hesitei em escrever boas, mas... Apesar de tudo, de todas as complicações que enfrentei e ainda vou enfrentar, só posso dizer que têm sido emoções boas. Tenho crescido muito e tenho aprendido ainda mais. Coisas até que não consigo mensurar. E só por isso tem valido a pena.

O mal destes posts é que me apetece desenrolar o rolo todo de coisas que têm acontecido e a sobre-informação apodera-se de mim. Vamos com calma.
Depois conto-vos mais!

Sexta-feira, 16 de Setembro de 2011

After all he's alive...!

Sim, estou vivo. Depois de ter sobrevivido a muito custo a todas as mudanças que aconteceram na minha vida nos últimos meses. Hoje estou mentalmente demasiado cansado para escrever, mas em traços gerais estou separado (eu sei, eu também não acreditava!), tenho vivido a vida com calma e deixando fluir aquilo que vai aparecendo, sem pressas... O meu maior sonho está a caminho de se tornar uma realidade graças à MF, o que me faz muito feliz como poderão imaginar.

E claro, há muitas mais histórias pelo entretanto que um dia, com paciência e as converterei em estórias.


Mas para já, este é o meu sinal de fumo. Estou vivo. Se preciso de salvação ou não? Isso é uma coisa que ainda estou a decidir :)

Terça-feira, 12 de Abril de 2011

A meio caminho...

Foi perdidos em pleno Alentejo que nos encontrámos desta vez. Saí com meia hora de avanço em relação a ti e entre os kms que nos separavam não seria plausível encontrarmo-nos precisamente na portagem de Aljustrel. Mas foi exactamente aí onde nos encontrámos. Como se fosse possível estas coisas acontecerem não sendo calculadas ao minuto... Passei na via-verde enquanto pagavas e parei no estacionamento à frente. Um abraço apertado, foi a primeira coisa que aconteceu, depois um beijo e... Onde vamos almoçar?
É previsível que seja relativamente fácil encontrar um bom restaurante no meio do Alentejo, mas a busca tornou-se um bocado chata e acabámos por ir ao restaurante mais foleiro da área. Daqueles em que a mangueirada pára toda de conversar e de fazer o que está a fazer para olhar para os lisboetas. Pois, mas ela não é lisboeta, ainda que tenha ar disso! Sentámo-nos, pedimos e conversámos. É essencialmente esta última palavra que quero frisar que aconteceu. Conversámos muito. Eu abri o meu coração, como há muito não abria. Expliquei-te coisas, perguntei-te outras. E se eu precisar de tempo... Dou-te todo o tempo do mundo. E sinceramente fiquei mais descansado... Acho que o caminho se torna mais claro cada dia que passa. É uma questão de tempo.
Falámos do nosso bebé, do tummy tub, do quão derretida ficavas a olhar para aquilo e do preço que eu vi que custava encomendar. E sim, perco-me a falar disso...
Passámos uma tarde muito agradável entre carícias, namoro, carinho e toda a cumplicidade que nasceu. Até a nossa primeira peripécia! Um senhor que nos veio dizer, meio incomodado (coitado) que não podiamos estar ali, porque era propriedade privada da mina... E entre as brincadeiras, o humor, os risos de quem se está a conhecer agora (mas que está a gostar muitíssimo, diga-se), entre a paisagem gira, alta, entre o calor, o cheiro do Alentejo, entre as cabras que me assustaram (sim, as cabras), resta-me apenas dizer que sim, que és alguém muito especial e que a nossa história está apenas a começar agora... Um livro, que eu espero, ainda ter muito que escrever.

Segunda-feira, 4 de Abril de 2011

Eu, a MF e dois cafés...

Ver-te sair daquela Octavia preta, foi qualquer coisa de diferente. Já vi muita gente sair do carro, já vi muitas mulheres a sairem do carro. Já vi muitas desconhecidas a sairem do carro, mas tu, tu já não eras uma desconhecida. Era como se te conhecesse há anos. Mais como se fosse um reencontro! E que boa é a sensação de ficar boquiaberto, de queixo caido mesmo, a observar-te.
As condições eram meio suspeitas... Um olho mais atento, topava logo que não eramos um casal normal. Um encontro marcado logo de manhã, num sabado, numa área de serviço de uma auto-estrada de Lisboa, um abraço apertado logo à chegada, dois cafés e sentámo-nos a conversar. Foram duas horas e qualquer coisa de troca de confidências, de palavras meigas, de olhares doces de carinho e alguns de desejo... Nisso englobam-se os toques inocentes mas atrevidos, o dá-me a mão e o beija-me.
E sim, beijaste-me. Beijámo-nos. Como se tudo o resto fosse apenas cenário desinteressante.

E claro que sim, Adorei. Adorei-te! Adorei a maneira como te mexes, como falas, como existes. Adorei a tua voz perto de mim, o que disseste e o que me fizeste sentir. Adorei olhar-te, observar-te, ver-te. Adorei o teu cheiro, o teu abraço e o teu beijo. Adorei... Adorei saber que tens fotografias minhas no teu computadorzinho com bolsa de menina, adorei as tuas mãos frias e adorei brincar com a tua teimosia... Adorei falar de ti, adorei falar-te de mim, da minha história, do que quero e do que desejo. Adorei quando brincaste falando de como seria o nosso filho... Adorei, pronto!

Disto, só poderia resultar um fim-de-semana restante de cabeça na lua, de sorrisos parvos, como de resto, aliás, tenho vidido na última semana e meia... Só poderia resultar nas vezes sem conta que olho para o teu FB, às escondidas, sorrindo...

E sim, hoje já trocámos as mensagens de rescaldo que não pudemos trocar antes. Gosto de estar aí quando acordas, como se pudesse realmente dar-te um beijo carinhoso e derretido...  E desejar-te Bom dia...!

Quarta-feira, 30 de Março de 2011

"...Amor é isso que disseste, sim. Amor é respeito e lealdade. É comunhão de objectivos, é caminhar no mesmo sentido, lado a lado.



E eu, foda-se, já não sei para onde vou. ..."

Quarta-feira, 23 de Março de 2011

Castelos na areia.

Por mais que tente pensar que esta vontade de ter um filho é controlável e pode esperar indefinidamente, sou sempre atropelado por sentimentos contraditórios quando pego num bebé ou quando surge esse assunto. Não raras vezes me perguntam quando irei ter um filho e a resposta mentirosa e dolorosa que "logo se vê" ou "ainda não calhou" começam a não chegar e a magoar-me. Sabem quando puxamos uma corda e temos as mãos já esfoladas? Mas continuamos a puxar até estar em sangue vivo. E doi, mas sabemos que tem que ser. Temos que (continuar a) puxá-la, não há volta a dar...
Acho que esta característica da minha personalidade, de ir com as coisas até ao fim, potencialmente fruto da minha educação, me faz sentir terrivelmente responsável pelas decisões que tomo. Não faz parte da minha essência saltar do barco. Vou até ao fim. O que quer que isso signifique! Assumo as minhas responsabilidades e NUNCA culpei a vida. Antes pelo contrário. Sempre agradeci tudo o que tenho, os objectivos que alcancei e continuarei a alcançar. Agradeço, porque a vida me ouve. Tudo o que peço, aparece. E apareceu. Aqui, pedi uma coisa ao mar. E tudo o que peço ao mar, aparece. Apareceu em forma de MF, linda, querida e inteligente. Que na troca de mensagens doces enquanto conduzia me ia fazendo ter um acidente. Não se pode dizer a um toxicodependente que "olha, tenho ali uma dose da boa". Ele passa-se! Fica com todo o seu sentido nisso.
Foi o que aconteceu. Partilhávamos informação nossa, o que gostas, o que preferes, o que precisas e eu perguntei "qual é o teu maior sonho?", na esperança que fosse alguma coisa fútil e parva. Fiquei a torcer que fosse algo que não deixasse crescer mais a minha vontade de ir ao Algarve dar-lhe um abraço apertado, mas foi tudo o que eu responderia. "Quero ser feliz" e não por estas palavras mas por outras, "quero ter outro filho". Juro que foi o momento mais marcante deste ano. Precisei de parar o carro. Respirar fundo. Aproveitei que estava em Óbidos e subi ao castelo. Encontrei um lugar lindo para responder à mensagem. O sol quente, um banco de madeira e árvores floridas. Sentei-me e respondi-lhe à mensagem pedindo-lhe que não brincasse comigo. Disse-lhe que podiamo-nos dar bem, ter algo engraçado se assim se proporcionasse. Não era preciso isto! Eu dava-me mesmo assim, aliás, dou-me! Não era preciso dizer que o maior sonho dela é ter outro filho! Foda-se! Eu pedi isto! Eu sentei-me na marginal sózinho em Agosto do ano passado, pedi que aparecesse uma mulher com estas caracteristicas que quisesse e PUDESSE o mesmo que eu! E surge?! Foda-se, surge no Algarve?? E o que é que é suposto eu fazer? Claro que passei o dia a imaginar todas as possibilidades. Todas. Se eu já estava com vontade de lá ir, agora passou a necessidade.

Em certos aspectos da vida, sou terrivelmente imponderado, mas no que toca a responsabilidades, não faço nada sem ponderar muitíssimo sobre o assunto. Nada. Preciso de ter a certeza de todos os passos. Não volto a brincar com corações como fiz em 2007 com a A.. Não posso fazer isso a mais ninguém.

Quando voltei, depois de ter feito todo o tempo que consegui no escritório, adiando o regresso a casa, jantei, tentei interessar-me nas conversas de família, brincar com o miúdo e com a minha mulher... Depois de todos se irem deitar, aproveitei para saborear um Jameson 12 anos duas pedras, no meu sofá, com o meu cão bebé ao colo. Ainda tentei evitar, mas fui seduzido pela minha mulher e tendo sido bom como sempre,
A minha cabeça estava Sul...

Segunda-feira, 21 de Março de 2011

Metralhar pró ar...

Isto deve ser das mudanças de lua e de estação... Sinto-me cansado, desanimado, meio perdido, vá! Mas não sei bem para onde me virar. O que me apetece mesmo é andar sózinho. Perder-me, por aí.

O que vale é que sou bem comigo próprio. Sim, sou bem... Há pessoas que não são bem com elas próprias, mas talvez isso seja sinal de pouca compreensão própria.
Eu cá, conheço-me bem. E até sei umas coisas da vida. Se bem que nem sempre consiga aplicar-las no meu dia-a-dia...

(Argh!)