Foto tirada momentos depois da primeira ecografia... Jameson duplo straight, no ice, no nothing...
Se ironia existisse nas vissicitudes naturais da vida, creio que fui o melhor alvo disso. De tanto desejar este filho, fomos surpreendidos pela univitelização da coisa e em vez de um, vamos ter dois filhos. Gémeos verdadeiros, para quem não conhece. Ou seja, em vez de um perfeitinho, vamos ter dois. Eu cá torço para que sejam meninos, mas realmente se vierem meninas, também não me importo nada.
Soa a cliché, mas importa é virem saudáveis... E lindos como os pais!
Vou-vos contar um segredo. Demorei algum tempo a convencer-me que era desta. Não porque tivesse dúvidas, mas como da primeira vez há uns meses atrás, após as primeiras semanas a MF perdeu o bebé, começava a acreditar que não estava feito para ser Pai, pelo menos agora. Mas não...
Como qualquer outro episódio caricato dos nossos, depois de termos várias vezes falado ao telefone, a MF garantiu-me que estava grávida novamente e combinámos a meio caminho, em Aljustrel, para almoçarmos e fazermos o teste de gravidez juntos. Assim foi, com o primeiro chichi do dia num daqueles copinhos médicos, enfiei o teste lá dentro, demos as mãos, fechámos os olhos. Dois tracinhos cor-de-rosa.
É um sentimento que, por mais que eu seja bom nas descrições, não se consegue qualificar. Essencialmente, porque era um desejo tão profundo, tão intimo e tão grande, que sei que nunca conseguiria transmitir metade do que senti.
Na verdade, isto tem sido um carrocel de emoções novas e boas. Sim, boas. Hesitei em escrever boas, mas... Apesar de tudo, de todas as complicações que enfrentei e ainda vou enfrentar, só posso dizer que têm sido emoções boas. Tenho crescido muito e tenho aprendido ainda mais. Coisas até que não consigo mensurar. E só por isso tem valido a pena.
O mal destes posts é que me apetece desenrolar o rolo todo de coisas que têm acontecido e a sobre-informação apodera-se de mim. Vamos com calma.
Depois conto-vos mais!

